Garagem é um lugar onde se guardam carros.-.Garagem é o lugar onde a banda toca.-.Garagem é o lugar onde se guardam as ferramentas.-.Mas essa garagem é um lugar diferente.-.Que nem todo mundo entende...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Movimento Salve a TV Cultura

Em plena campanha eleitoral, nos deparamos com uma grande polêmica, as tvs públicas do Brasil e a "falta" de verba do governo para manter a tv cultura no ar.


Para entender...

"Ex-secretário de Cultura do Estado de São Paulo, João Sayad assumiu a presidência da TV Cultura em junho com a missão de reduzir a TV pública paulista a uma simples TV estatal. Com o aval do ex-governador José Serra e do atual governador, Alberto Goldman, Sayad pretende reduzir ao máximo a produção de programas e cortar o número de funcionários em quase 80%, dos atuais 1.800 para 400". (Bene - em Brasilianas.org)

Quem não assistiu Bambalalão, Mundo da Lua, Anos Incríveis,Programa livre, Fanzine (com o grande, Marcelo Rubens Paiva - primeiro apresentador de auditório portador de deficiência física) e tantos outros que fizeram parte da infância de muitos adultos de hoje?!! Raros são os programas destinados a EDUCAR e entreter (no sentido verdadeiro da palavra)nas Tvs privadas abertas. O que vemos são desenhos altamente violentos, jornalismo, novelas e cultos religiosos em excesso.


A única tv pública de canal aberto do Estado mais rico do Brasil, que apresenta uma programação sem apelação, destinada a multiplos gostos e idades, marco de uma geração, encontra-se a-me-a-ça-da ao extermínio.
A televisão é o meio mais acessível que a grande massa utiliza para se entreter, por que não unir o útil ao agrádavel?!? Fazer de um meio de comunicação público, um canal de acessibilidade às coisas públicas, uma alternativa ao lazer, unindo informação, socialização e aprendizado. Afinal, este é o papel das Secretarias da Educação e Cultura.

O que choca é a tão importante e falada educação, colocada em primeiro lugar nas propostas e debates eleitorais pelos candidatos nestas eleições (antes mesmos da saúde), deixar de ser importante da noite para o dia, disvinculando a responsabilidade do governo em aprimorar o setor,empregando verbas para a melhoria e qualidade educacional do Pais.

Ao invés de criar meios para recuperar aquilo que se têm, no caso a TV Cultura, prefere-se cortar custos, terceirizar ou até privatizar,como tantas outras vezes se fez, declarando-se total incompetencia em gerir e manter em poder do Estado aquilo que é PÚBLICO.

Mais uma vez, o POVO têm os seus direitos à educação, cultura e lazer negados, o exercício da cidadania ferido, em um País DE-MO CRÁ-TI-CO.
Que possamos nos lembrar de todas estas coisas em tempos futuros e oportunos!!!

Saiba mais: http://www.brasilianasorg.com.br/materia-artigo/falta-de-consciencia-sobre-tv-publica-e-historica

Texto : Zizi Marques

Colaboração e Revisão: Bruno de Pierro - Jornalista e Revisor do Garagem

Supervisão: Ana Carlolina Gomes - Pedagoga

E chame o guincho! ( Por Andre Hidemi )

O uso do guincho de transferência tem me ajudado bastante em casa e na ABDIM. Com ele, posso ser transferido de um lugar para outro, sem necessitar de muitas pessoas para ajudar, de forma confortável, sem me machucar e sem correr o risco de cair.


Ele livra também do problema de saber a forma de segurar cada paciente, pois cada um tem um jeito e o guincho, na prática, uniformiza-o. Na ABDIM, ele ajuda os pacientes na hora da transferência da cadeira de rodas para a maca da Fisioterapia Motora.

Lá, temos dois guinchos, devido ao grande movimento na associação. Ele dispõe de uma selete resistente que envolve o corpo, de uma haste forte para levantar a selete com o corpo, controle remoto para acionar a transferência e de um carregador de bateria. Mas é necessário ter cuidado e manutenção, pois já houve queda do guincho comigo em cima dele.

Uma noite, em casa, meu pai sem querer retirou um parafuso errado para abrir os pés do guincho. Quando iniciou a andar, do nada, o guincho começou a tombar para o lado e foi com tudo, comigo em cima. No fim, acabei apenas torcendo a perna, não havia quebrado.

Comigo em cima da selete no chão, não sabia o que fazer, uma vez que a haste do guincho não podia abaixar a uma altura na qual a selete podia alcançá-la.

Depois de muito pensar e calcular surgiu uma idéia. Tivemos que improvisar uma corda forte e colocar na haste e pegar uma cadeira. Assim, amarramos a corda na haste por um lado, e por outro amarramos a selete. Subimos um pouco a haste pelo controle remoto e colocamos uma cadeira embaixo de mim.

Firme na cadeira, tiramos a corda e montamos o guincho normalmente e pusemos o parafuso no lugar correto dessa vez. No fim, deu tudo certo e fui para a cama no guincho mesmo.

Seria interessante que os hospitais e os centros de tratamento médico passassem a adquirí-lo, pois uma das maiores dificuldades encontradas nestes lugares consiste na transferência para se fazer os exames e os tratamentos. Para os cuidadores, o guincho representa um alívio para as suas dores nas costas.



A apresentação deste slide mostra o guincho propriamente dito e a remoção do André para atendimento na Abdim.

Supervisão: Ana Carolina Gomes

Revisor: Bruno de Pierro

Colaboração:  Archibalde Pouza Neto – Fisioterapia motora e Railto Campo dos Santos - Estagiário

                                                                                         


Trabalho ( Por: José Aparecido )

A vida de uma pessoa com algum tipo de necessidade especial não é fácil. Além da limitação física, há outras limitações que dificultam o acesso ao lazer, ao estudo e à convivência social; limitações que poderiam ser menores ou mais fáceis de transpor. Para tais situações, dependemos de leis que nem sempre são cumpridas e respeitadas pelos governantes que ali estão para fazê-las.

A dificuldade de acesso a vários locais, entre eles ao transporte, lazer, escola e trabalho limitam a inserção do deficiente físico à integração, principalmente ao trabalho que, neste caso, mesmo com a legislação, que diz que as empresas devem ter até 5% de pessoas com necessidades especiais, muitas empresas não o fazem alegando falta de qualificação profissional.

O importante é não desistir dos seus sonhos, deve-se sempre buscar a realização de seus deles, por mais difíceis que possam parecer. A vida é única e devemos seguir sonhando, pois, quando menos se esperam, poderemos realizá-los. Pode não ser aquele carro novo, a casa que imaginamos, mas é possível e devemos tentar realizar todos eles.

Quando adolescente, não acreditava que poderia realizar os meus desejos, sonhos: era incrédulo de certa forma, mas sempre pensei que o melhor que poderia fazer para mudar a minha vida seria estudar. Já no segundo ano do ensino médio, conheci algumas pessoas especiais que me incentivaram a estudar mais e buscar algo melhor na minha vida, foram acima de tudo amigos. Naquele ano (1996), a turma já pensava no que fazer, qual o curso superior escolher, e foi quando decidi estudar para prestar vestibular. No ano seguinte fazíamos grupos de estudo e cursos preparatórios. Acabei me interessando pelo curso de Administração de Empresas. Para minha decepção não passei nos vestibulares que prestei, mas não desisti - em 1998/99 passei no vestibular para Administração na FEAO-FITO, minha primeira vitória, um dos meus sonhos realizados.

Na faculdade tudo ia bem, mas faltava um emprego, já estava no terceiro ano e procurava o meu primeiro emprego, veio uma oportunidade boa de trabalhar na BEI como recepcionista. Foi muito bom. Aprendi muito com o serviço e com as pessoas, mas infelizmente deixei a empresa para terminar o estagio obrigatório. Depois de terminá-lo e me formar, fiquei um bom tempo sem trabalhar; comecei a enviar currículos e fazer provas de concursos públicos, mas não conseguia nenhum emprego em empresas privadas ou em órgãos públicos. Foram anos difíceis, mas nunca desisti, sempre estava tentando buscar um novo emprego.

No final de 2006, por indicação de um amigo consegui um emprego em uma transportadora, a Expresso Araçatuba, como auxiliar administrativo. Lá, aprendi muita coisa e ganhei novos amigos, que me ajudaram muito. Mas ainda não estava satisfeito. Apesar do ambiente da empresa ser ótimo, profissionalmente eu queria algo melhor. Em 2008, prestei concurso para técnico do INSS, passei e fiquei esperando que eles me chamassem para trabalhar. Só em abril de 2010, quando nem esperava mais nada do concurso, é que fui chamado para trabalhar, e hoje atuo como técnico do INSS.

O importante de tudo isso na verdade é que devemos valorizar os nossos sonhos e nunca desistir deles, por mais difíceis que sejam se não tentarmos nunca vamos conseguir, um vencedor nunca desiste dos seus sonhos ele pode receber vários não, mas sempre vai buscar o sim, por mais difícil que seja o seu sonho, sempre se devesse tentar lutar por eles.

Supervisão: Ana Carolina Gomes
Revisão: Bruno de Pierro

Alonga de lá que eu alongo de cá... (Por: Vinicius Tavares)

Alongamento na Distrofia Muscular é sempre um assunto de curiosidade e interesse de todos. O repórter Vinícius Tavares realiza uma bate-bola com a fisioterapeuta motora da Abdim Sheila Evangelista de Matos, que tira as principais dúvidas de pacientes com distrofia.










Perguntas:

1-Os exercícios da motora são importantes para cada paciente?

R: Com certeza sim, pois o programa de exercícios é individual e direcionado para as dificuldades e limitações de cada um.

2-Nossos músculos são fortalecidos quando faz motora?

R: Nas distrofias musculares a fisioterapia tem sempre o intuito de manter a força muscular que o pode apresentar, mas não que isso não possa ocorrer durante os exercícios propostos.

3-Você acha que os pacientes se sentem bem?

R: O bem estar e melhor qualidade de vida são objetivos da fisioterapia motora, e acredito que os pacientes sentem-se bem melhor com as terapias.

4-Qual parte do músculo é importante para nós?

R: Todos os músculos do corpo humano são importantíssimos e desempenham funções diferentes. Por exemplo, os músculos dos membros são responsáveis pela nossa locomoção;os da caixa toráxica, pela respiração; o coração (também é um músculo) é responsável pela circulação sanguínea; etc.

5-Se, por exemplo, um paciente para de fazer motora, pode atrofiar mais? Por que é importante fazer?

R:A atrofia muscular geralmente ocorre por um processo patológico ou por desuso. Deste modo, deixar de realizar fisioterapia é colaborar para inatividade do corpo, resultando em várias complicações físicas.










Supervisão: Ana Carolina Gomes
Revisão: Bruno de Pierrô
Colaboradora: Sheila Evangelista de Matos



Minha Nutrição ( Por Paulo Alexandre )

Meu nome é Paulo Alexandre da Silva Abreu e estou escrevendo em forma de depoimento sobre minha alimentação, que passou por momentos de dificuldades durante a vida.

As dificuldades foram muitas, pois só comia alimentos gordurosos. Hambúrguer, nuggets, churrasco e Mcdonalds eram constantes. Todo domingo, eram as únicas coisas que comia e não podia ouvir falar de salada, suco natural e outras coisas “saudáveis”.

A mudança foi muito difícil, mas tive que acabar com esse péssimo habito.

A partir de então houve uma transformação geral em casa, inclusive das pessoas que moram comigo - minha mãe e minha irmã. A alimentação delas acabou mudando e ajudando-me a manter a dieta.

Agora, no café da manhã eu como pão integral, no almoço comecei a dieta comendo duas colheres de arroz, (antes eu comia oito), variando um dia carne moída, frango e, de sobremesa, como uma fruta e um copo de suco natural. Comecei a comer de três em três horas, o que me faz não sentir tanta fome no jantar.

Com a ajuda de todos, e acompanhamento nutricional emagreci, muitos quilos, e estou me sentindo muito melhor comigo mesmo.

Colaboração e Apoio : Cristina Salvione - Nutricionista (foto)
Supervisão: Ana Carolina Gomes
Revisão: Bruno de Pierro

domingo, 29 de agosto de 2010


Um relato acidental !!! (Por: Felipe Roldão)

Tudo começou no dia 07 de outubro de 2008. Fazia um dia frio e chuvoso, e eu tinha 21 anos e minha irmã, Rafaela 03.

Ah, como ela era fofinha. Queria ajudar a todos, principalmente o vulgo “Pi”, que na ocasião era eu.

Estávamos na porta da padaria e a pequena Rafaela quis me levar para dentro de casa, no mesmo instante em que chegou um cliente para comprar uma bala. A minha sorte foi que, antes de ela ter essa idéia, minha mãe - com seu imenso cuidado - lembrou de colocar o cinto em mim, porém, esqueceu-se do mais importante: travar a cadeira.

Ela até colocou a mão para travar, mas, por ironia do destino a cadeira não travou. No instante que ela foi atender o cliente fiquei sozinho com a Rafaela.

Após a chegada do cliente, minha próxima visão foi a do portão, ou seja, Rafaela não agüentou o peso da cadeira e eu acabei caindo, o portão abriu, o cinto afrouxou um pouco e o incidente só não foi maior, porque a cadeira caiu do lado contrário da Rafaela.

A primeira pessoa que vi depois da queda foi meu vizinho Alan, que viu todo o acidente e foi tentar ajudar. Não sei como aconteceu, só sei que caí em cima do braço, que se partiu em três pedaços.

Nesse momento pensei que o mundo tivesse acabado, pois a primeira coisa que veio à mente foi nunca mais poder mexer no computador.

Foram longos três meses de recuperação com o braço imobilizado.
Nesse período conheci duas pessoas que foram a minha salvação, pois já estava sem esperanças de mexer no computador. São eles o Rogério e o Pedro.

Rogério, Terapeuta Ocupacional da ABDIM, apresentou-me um aplicativo chamado Micro Fênix, que funciona como um facilitador para o uso do computador, pois com o clique de uma tecla o mundo se abriu. Utilizei esse aplicativo por 1 ano e meio.

Nesse período o Rogério se desligou da ABDIM e eu conheci o Pedro, e com a ajuda dele criamos um anel que funciona como mouse, e novamente as portas se abriram e desde então o utilizo para dar asas à minha imaginação.

O relato desse acidente no blog é uma maneira de eu agradecer aos terapeutas ocupacionais e principalmente os dois, Pedro e Rogério, que me deram a oportunidade de fazer o que eu mais gosto nas horas livres... Mexer no computador.

Fica aqui meu sincero agradecimento ao Rogério, que retornou para a ABDIM, e para o Pedro, que não trabalha mais aqui, porém, me ajudou muito.


IMPORTANTE:

O relato do nosso amigo Felipe, nos chama atenção, do quanto devemos estar atentos com a segurança do usuário de cadeira de rodas... Então, vale à pena registrar!!!
Lembre – se de reconhecer as suas limitações, checar se o cinto de segurança está muito solto ou preso e se o fecho não está abrindo facilmente ( relaxado ).
Utilizar o cinto de segurança SEMPRE, quando a cadeira estiver em movimento ou dentro de um veículo adaptado.

Supervisão: Viviane de Miranda Montagnini
Revisão: Bruno de Pierro

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Saber para entender...

Numa reunião de pauta do garagem online surgiu a proposta de mostrar as varias formas de tratamento sob o ponto de vista dos próprios freqüentadores. Foi escalada então uma verdadeira equipe de jornalismo que saiu a cata de toda e qualquer informação Abdim a fora, nossos repórteres e redatores entrevistaram profissionais e colheram depoimentos de alguns pacientes. Vale salientar que nossa matéria não tem nenhum cunho cientifico, tomara também ela sirva de referencia para os milhares de distróficos espalhados pelo Brasil e que o envolvimento durante a elaboração da mesma torne a relação paciente-profissional um pouco mais humana.

Introdução: Valdir Higino

Apresentamos a seguir o trabalho dividido em partes:

Estica e puxa... ( Por Alex Alan )




Exercícios de Alongamentos devem ser feitos todos os dias, para prevenir complicações aos pacientes com distrofias musculares. Por meio de um manual, o fisioterapeuta passa orientação aos pais e pacientes para complementar o tratamento na Abdim. Na entrevista com a fisioterapeuta Julia ela fala sobre esse assunto.

1-Quais os benefícios dos alongamentos domiciliares?

R: Por causa da tendência a retrações articulares, os alongamentos podem prevenir as deformidades mantendo as articulações íntegras. Os alongamentos devem ser feitos diariamente para ter o efeito esperado, por isso devem-se realizar os alongamentos em casa para complementar o tratamento.

2-O paciente pode fazer alongamentos sem a prescrição da fisioterapeuta?

R: O ideal é que o paciente seja orientado por um fisioterapeuta, que é profissional capacitado para isto.




3-Quantas vezes por semana os alongamento devem ser feitos?

R: Os alongamentos devem ser realizados diariamente.

4-Como o fisioterapeuta orienta os pais?

R: Aqui na Abdim temos um manual de alongamentos com fotos ilustrativos e explicações. Temos um manual para cuidadores e outro para o paciente. Pais, cuidadores e pacientes são orientados duas vezes por ano pelos fisioterapeutas para garantir que estão realizando corretamente e sempre podem tirar duvidas.

5-Quais as conseqüências de não realizar os alongamentos?

R: O aparecimento das deformidades pode ser mais precoce, isso pode dificultar ate mesmo para andar. Também pode causar dor e dificuldade no posicionamento na cadeira de rodas.


Supervisão: Ana Carolina

Revisão: Bruno de Pierro

Colaboração da Fisioterapeuta Motora: Julia Satie Nishiguchi