Garagem é um lugar onde se guardam carros.-.Garagem é o lugar onde a banda toca.-.Garagem é o lugar onde se guardam as ferramentas.-.Mas essa garagem é um lugar diferente.-.Que nem todo mundo entende...

sábado, 7 de abril de 2012

Corrupção, até quando consentiremos?! ( Por Zizi Marques )



Imagem retirada do site:
http://blogs.diariodepernambuco.com.br/politica/?tag=corrupcao

Não são novos, e muito menos poucos, os escândalos que acometem os parlamentares e descrevem o cenário político de ontem e de hoje.

Corromper, fraudar, ludibriar, desviar e extorquir são alguns dos verbos que descrevem as ações dos parlamentares concessionários de serviços públicos e eleitos pelo povo, que, por sua vez, sustenta o Estado por meio de pagamentos de impostos. Os representantes, em contrapartida, deveriam não somente representar o povo, como também defender os interesses da grande maioria que os elegeram.

Aqueles que deveriam zelar pela moralidade, são campeões de irregularidades.

Dos montantes desviados a cada ano, o governo só consegue descobrir 1% e recupera uma quantia insignificante.

Nosso conformismo e conivência diante de fatos tão errôneos demonstram nosso consentimento em relação a eles.

Parece que estamos em hipnose, não nos damos conta da nossa força, do nosso poder de decisão, do que é nosso e do que nos é tirado quando esses escândalos surgem na imprensa.

Ainda existe fome, falta de saneamento básico, pessoas morrendo por falta de diagnóstico, equipamentos de saúde (a Portaria implantada pelo governo em 04 de Setembro de 2001 através do sistema Único de Saúde - SUS -, que regulamentou o Programa de Assistência Ventilatória Não Invasiva aos Portadores de Doenças Neuromusculares, não está regularmente sendo cumprida em todo País). Ainda existe trabalho escravo, mortes por falta de assistência médica e medicamentosa.

Não podemos permitir que situações como essas continuem existindo e nem que aqueles que tanto possuem se apoderem do que não é seu, eles devem devolver o dinheiro embolsado.

Toda ação política, social e cultural deve trazer dignidade à vida, e não exclusão; usar o poder em benefício próprio é uma ação criminosa.

Lembro-me que em maio de 2011 o ex-presidente José Sarney tentou retirar dos painéis de fatos históricos da galeria do Senado o episódio do impeachment de Collor, como justificativa para isso, alegou que “esse episódio foi apenas um acidente que não deveria ter acontecido na história do Brasil”. Sarney queria apagar o dia em que fomos movidos por um grande desejo de mudança – por que será?

Nós, o povo brasileiro, demos uma verdadeira aula de DE- MO- CRA- CI- A, não somente à história do Brasil, como também à história da América Latina, o impeachment de Fernando Collor de Mello ocorrido em 1992.

O impeachment foi uma união não somente da sociedade civil, mas também dos partidos políticos, das associações profissionais e sindicais, dos grupos de interesse organizado e da imprensa.

A nova geração, nem sabe o que é impeachment?!

Em síntese, foi a última grande movimentação contra a corrupção que o país viveu, uma mobilização nacional de repúdio aos crimes de colarinho branco.

Quando de fato aprendermos a reivindicar os desejos não atendidos por parte dos nossos governantes, provaremos que uma vez eleitos eles podem muito, mas não podem tudo!

Teremos um funcionalismo público motivado e cioso de suas responsabilidades, um povo compromissado e participativo, um judiciário zeloso de sua competência e independência, e assim por diante.

Recentemente li em um livro uma historinha que dará um desfecho para todo este egoísmo que prolifera cada vez mais em nosso meio e que trará uma moral para refletirmos...

Um homem vai visitar o céu e o inferno.

Fica impressionado quando percebe que tanto no céu como no inferno há fartura de comida; E mais, que não há restrição alguma.

Repara ainda que as colheres são imensas, com longos cabos. A diferença é que no inferno todos são muito magros, raquíticos. E, no céu, todos são saudáveis.

O homem fica abismado...

Se a comida é a mesma, se não há restrição alguma, onde está a diferença?

A diferença está na solidariedade.

No inferno, cada um tentava alimentar a si mesmo, e como os cabos das colheres eram imensos, eles derrubavam toda a comida e não conseguiam comer. No céu, ao contrário, um colocava a comida na boca do outro, assim todos se alimentavam.

Nos tempos de hoje tudo está politicamente organizado, não há como ignorar a política.

Ainda podemos mudar de dentro para fora, basta seguirmos o projeto de vida que Deus preparou para todos nós, com fraternidade, justiça e amor.

Assim estaremos de fato fazendo a diferença!

video
                   `Parte retirada do programa CQC da rede Bandeirantes. Não sabemos se nossos    
                                                        políticos são pra rir ou chorar.
Texto: Gisleide Marques

Revisão: Ana Paula Dias

Colaboração: Bruno de Pierro
FONTE:
Revista Veja, São Paulo, ed. 2240, ano 44, n° 43, outubro 2011.

Trecho retirado de: ROSSI, Pe. Marcelo. Agape. São Paulo: Editora Globo,2010.

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