Garagem é um lugar onde se guardam carros.-.Garagem é o lugar onde a banda toca.-.Garagem é o lugar onde se guardam as ferramentas.-.Mas essa garagem é um lugar diferente.-.Que nem todo mundo entende...

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Tudo o que estamos dizendo é "Dê uma chance a Paz"

Ilustração retirada do site:
 http://vozdoseven2.weblog.com.pt/arquivo/2007/12/
No ano em que lembramos o 10º aniversário do ataque terrorista de 11 de setembro, ainda cabem algumas perguntas: O que justifica a morte e o sacrifício de tantas pessoas? De que valeu tanta violência? Que idealismo é esse que destrói tantos inocentes pelo erro de tão poucos?

O garagem online também abre seu espaço e se une a todos os movimentos, protestos e atos ecumênicos em prol das vitimas do World Trade Center. Que a incessante busca pela paz mundial seja o verdadeiro objetivo e a bandeira de todos nós.



O nosso amigo Silvio Sano, do grupo Harmonia Solidaria, fez uma bonita homenagem em forma de depoimento e musica que reproduzimos abaixo com texto e vídeo:

"Nesta semana em que começam a “chover” eventos midiáticos por todos os lados relacionados ao 10º aniversário da tragédia terrorista que atingiu os EUA e o mundo, gostaria de também compartilhar com os queridos Amigos uma apologia à Paz Mundial que compus 2 meses após o atentado. Devido ao impacto emocional que me atingiu porque também assisti ao ataque do segundo avião em tempo real e a um boom de karaokê que a comunidade japonesa no Brasil vivia na época, achei que deveria escrever algo que pudesse ser cantado com um playback que fosse popular a todas as idades. Por sorte, estava na moda uma que foi considerada a mais popular de todos os tempos no Japão (Kanpai, de Tsuyoshi Nagabuchi) e que, para maior felicidade ainda, em estilo musical universal. Foi cantada pela primeira vez, em novembro de 2011, por cerca de 400 pessoas, em uma festa de confraternização de final de ano, pela cantora nikkei Karen Ito, que depois a gravou. Desde então tem sido cantada por várias pessoas, inclusive, algumas vezes, por este próprio autor, como neste vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=Fl_SB9IGTbA), que também ocorreu em um evento de confraternização, no final do ano passado. Como se trata dessa mensagem de paz e, bem como de ufanismo, sugerindo que algum dia o Brasil poderá servir de exemplo ao mundo de que “raças” e credos diferentes podem viver em harmonia, sim!, encaminho também a letra, abaixo, e a forma cantada, em anexo, a quem se dispuser a divulga-la (mensagem) também. Se não... ficar apenas com a mensagem... de todo o coração".

Um grande abraço e o voto de que isso, um dia, realmente se concretize. Melhor ainda se isso vir a ocorrer a partir de nosso modelo.



A ENERGIA DO AMOR (Kanpai)

Hoje quero abraçar um a um todos vocês
Pra poder recambiar a energia do amor
Que nos fará recuperar a esperança pela paz
Aquela paz que ambicionamos para “nós”.
Se olharmos para trás... nossa História revisar
Vamos todos perceber o quão difícil que vai ser
Mas não podemos desanimar, nós saberemos reagir
A maior prova é que estamos hoje aqui.
Vamos todos juntos dar as mãos... nos abraçar
Energizar aquela força e o mundo transformar
Já estou até sentindo algo aqui se aflorar
Amigos, unam-se... em nome do amor!
O Brasil ainda há de ser um exemplo para o mundo
De que se pode conviver num ambiente de amor
Raças e credos diferentes, tudo de modo transparente
Ter liberdade pra escolher seus ideais.
Mesmo que ainda haja divergências por “aí”
E esse clima de terror a querer nos inibir
Só não podemos desanimar, nós saberemos reagir
A maior prova é que estamos hoje aqui.
Vamos todos juntos dar as mãos... nos abraçar
Energizar aquela força e o mundo transformar
Já estou até sentindo algo aqui se aflorar
Amigos, unam-se... em nome do amor!
Vamos todos juntos dar as mãos... nos abraçar
Energizar aquela força e o mundo transformar
Já estou até sentindo algo aqui se aflorar
Amigos, unam-se... em nome do amor!





Obs: A frase do titulo é da musica Give Peace A Chance/John Lennon

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Terapia Ocupacional sem Fronteiras ( por Silvia Junko ) 1ª Parte

Nossa Terapeuta Ocupacional, Sílvia Junko Nakazune, está vivendo uma nova experiência no Japão, de lá, ela nos relata o seu dia a dia no hospital, as intervenções no tratamento com pacientes portadores de Distrofias Musculares, e muitas curiosidades:


Como tudo começou...

A Jica (Japan international cooperation agency) é uma agência do governo japonês que presta ajuda a outros países, seja na forma de envio de voluntários ou na concessão de bolsas de estudos/treinamento. Eu escrevi um projeto de estudo e submeti a Jica. O projeto foi aprovado e eles custearam a minha viagem, e minha estada aqui.

A decisão...

Conheci o Yakumo National Hospital depois que a Adriana Klein foi aos Estados Unidos e trouxe um livro escrito e editado pela médica daqui (Ishikawa Yuka). Achei muito interessante a intervenção deles, principalmente do TO que escreveu sobre recursos de tecnologia assistiva. Outro ponto que me chamou atenção é que os pacientes aqui usam equipamentos de auxílio a respiração desde 1992 e a expectativa de vida é alta, há pacientes com distrofia de Duchenne com mais de 40 anos. No Brasil, os pacientes também estão vivendo mais e por isso eu resolvi vir para cá.

A Localidade...

O hospital que estou, fica na última ilha ao norte do Japão (Hokkaido). É a região mais fria e a segunda maior ilha; Por ser separada da ilha principal tem algumas peculiaridades...

Aqui não teve samurais e não há castelos. O porto ao sul, Hakkodate, foi o primeiro a abrir para embarcações estrangeiras (durante muito tempo o Japão ficou fechado para estrangeiros) e por isso há algumas construções antigas em estilo ocidental. A comida daqui também é famosa, principalmente o leite, melão, aspargo, lula e alguns peixes.

A cidade de Yakumo é bem pequena (nem tem shopping aqui, se eu quiser comprar roupas preciso pegar um trem e depois de uma hora chego em Hakkodate, a cidade mais próxima que tem um shopping). Dizem que a população de vacas da cidade é maior que a de pessoas. Mas é uma cidade bem tranqüila, e as pessoas são muito simpáticas, é gostoso de morar.

O Yakumo National Hospital...


Originalmente o hospital foi construído para o tratamento de pneumonias, depois ele acabou se tornando um hospital de reabilitação pediátrica.

Atualmente o hospital possui 240 leitos, 120 destinados a pacientes com distrofias musculares e 120 para paralisia cerebral.

Há um espaço aqui, que parece um apartamento pequeno que é destinado a pacientes que vem de outras regiões longe daqui e precisam ficar alguns dias para fazer exames. O interessante é que para o acompanhante também é confortável. Além desse quarto, os pacientes que vem apenas para passar por orientação também podem usar outros leitos do hospital. É comum ter pacientes de longe, pois aqui é um dos únicos locais em que não se preconiza a traqueostomia, o tratamento de escolha é sempre a ventilação não invasiva.


Dentro do hospital há também uma escola especial que os pacientes em idade escolar freqüentam. Essa escola possui desde o ensino fundamental até o médio. Há alguns pacientes que depois de formarem continuam estudando e fazem a faculdade a distância.

Meninos e meninas...

Eu estou acompanhando os pacientes com distrofias musculares, os pacientes com paralisia cerebral praticamente não vejo. A média de idade dos pacientes com distrofia é de 30 anos, e o tempo médio de internação é 15 anos.

A maior parte dos pacientes são de cidades pequenas onde não tem tratamento adequado, ou as vezes nem tem hospital na cidade. E como moram longe (2-10 horas de viagem) os pais acham melhor interná-los.

Alguns voltam para casa ocasionalmente. Se os exames mostrarem que estão bem, eles podem voltar para casa quantas vezes desejarem durante o ano, a única restrição é que o período máximo seja de 1 semana.

As vezes os pais também vem para o hospital e ficam alguns dias aqui; Isso acontece principalmente quando o filho não pode viajar, ao lado do hospital há um alojamento que os pais podem usar.

É comum os pacientes entrarem quando estão no ensino médio. Eles entram para estudar, e depois que se formam alguns voltam para casa e outros continuam por aqui.


O diagnóstico mais comum é distrofia muscular de Duchenne, mas também há outros tipos (Becker, congênita tipo Ulrich, congênita tipo fukuyama, amiotrofia espinhal progressiva)

Em breve, a 2ª parte...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Outros Tempos ( Por Zizi Marques )


Imagem do Filme Tempos Modernos, de Charles Chaplin

Vivemos um verdadeiro frenesi do tempo, as máquinas tomaram o nosso lugar de tal maneira, que a impressão que temos é que sempre foi assim. Há cada vez mais aparelhos, que deveriam nos auxiliar no cotidiano e nos permitir maior conforto e tranqüilidade. Ao invés disso, o ritmo parece se tornar cada vez mais alucinante.

A vida globalizada e individualista parece ditar as regras, o TER, o SER, e o PODER, e nós instantaneamente absorvemos a tudo, incapazes de demonstrar com clareza nossos sentimentos e também ressentimentos. Não estar conectado a este MUNDO materialista é causar espanto às demais pessoas.

Estamos nos esquecendo dos pequenos e preciosos detalhes que realmente fazem a vida valerem à pena e que nos fazem felizes.

Escondemo-nos no consumismo e deixamos de valorizar um afago ou um abraço, um incentivo ou uma palavra que nos ajude a encontrar o caminho que tanto perseguimos.

Aproximamo-nos cada vez menos dos propósitos de Deus, e novas gerações estão crescendo sem a menor idéia do Criador, sem limites e instrução moral, sem perspectivas.O aumento da violência, das doenças nervosas, da solidão e das fobias, são exemplos claros da falta de Deus que impera em todos os cantos do Planeta, onde, de um lado temos os extremistas fanáticos, que matam e explodem pessoas e lugares em nome de um deus arcaico e vingativo, de outro, religiosos que querem manter a todo o custo, uma igreja puritana, que quer brincar de faz de conta

Que futuro estamos semeando?

Será que a vida moderna que insistimos em levar, não está semeando o ódio e a inimizade no mundo de hoje e também naquele que ainda irá despertar?

Pensando nesta grande "novela" da vida real, transcreverei uma "historinha":

Que esta história sirva de reflexão ao tipo de vida que estamos levando, ao que estamos deixando se perder no tempo e principalmente ao que podemos MODIFICAR.

“Um poderoso feiticeiro, querendo destruir um reino, colocou uma poção mágica onde todos os seus habitantes pudessem beber. Quem tomasse aquela água, ficaria louco.

Na manhã seguinte, a população inteira bebeu, e todos enlouqueceram menos o rei - que tinha um poço só para si e sua família. Preocupado, ele tentou controlar a população, baixando uma série de medidas de segurança e saúde públicas: mas os policiais e inspetores haviam bebido a água envenenada, e acharam um absurdo as decisões do rei, resolvendo não respeitá-las de jeito nenhum.

Quando os habitantes daquele reino tomaram conhecimento dos decretos, ficaram convencidos de que o soberano enlouquecera, e agora estava escrevendo coisas sem sentido. Aos gritos foram até o castelo e exigiram que renunciasse.

Desesperado, o rei prontificou-se a deixar o trono, mas a rainha o impediu, dizendo: "Vamos agora até a fonte, e beberemos também. Assim, ficaremos iguais a eles”.

E assim foi feito: o rei e a rainha beberam a água da loucura e começaram imediatamente a dizer coisas sem sentido.

Na mesma hora, seus súditos se arrependeram: agora que o rei estava mostrando sabedoria, por que não deixá-lo governando o país? O país continuou em calma, embora seus habitantes se comportassem de maneira muito diferente de seus vizinhos.

E o rei pôde governar até o final dos seus dias.”

Será que precisamos também, beber a água do poço?

Trecho extraído: Verônica Decide Morrer; Autor: Paulo Coelho

Texto: Zizi Marques

Revisão: Bruno de Pierro


domingo, 31 de julho de 2011

O Mundo é uma bola ( Por Andre Hidemi )

O futebol mundial apresenta diferentes estilos de jogo divididos por região, remetendo as culturas de cada lugar. Assim, podemos apresentar as seguintes culturas de futebol: asiático, árabe, africano, europeu, anglo e latino-americano. O futebol asiático é fraco, de baixa qualidade, não tem jogadas bonitas, sem jogadas aéreas, sem técnica, sem malabarismos e sem raça. Do futebol asiático fazem parte as seleções da China, do Japão, da Coréia do Sul, da Coréia do Norte, da Índia, da Indonésia, da Tailândia, da Malásia e do Vietnã.

 O futebol árabe se caracteriza por ser fraco e de baixa qualidade, sem jogadas bonitas e aéreas, porém, apresenta mais técnica, raça e malabarismos. Destacam-se as seleções da Arábia Saudita, Egito, Tunísia, Marrocos, Irã, Argélia, Iraque, Líbia e Síria.

O futebol africano é forte, de boa qualidade, tem mais técnica, raça e malabarismos, mas sem jogadas bonitas e aéreas, e sempre dá trabalho para a seleção brasileira. Fazem parte do futebol africano as seleções de Costa do Marfim, África do Sul, Camarões, Nigéria, Senegal, Quênia, Gana, Congo e Angola.

O futebol europeu é forte, de boa qualidade, de boa técnica, com jogadas bonitas e jogadas aéreas, porém, pouca raça e malabarismos e tem grandes estrelas. Deste grupo fazem parte as seleções da Inglaterra, França, Itália, Alemanha, Holanda, Espanha, Dinamarca, Portugal, Romênia, Sérvia,Croácia, Eslovênia, Rússia, Ucrânia, Bélgica, Suécia e Noruega.

 O futebol anglo é formado pelas seleções de Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia e se parece com o futebol europeu, possuindo um pouco mais de raça.

O futebol latino-americano não tem muitas jogadas aéreas, mas apresenta jogadas bonitas, força, boa qualidade, boa técnica, muitos malabarismos e muita raça. Fazem parte do futebol latino-americano as seleções do Brasil, Argentina, México, Uruguai, Paraguai, Colômbia, Costa Rica, Chile, Venezuela, Equador, Peru, Panamá e Honduras. Assim, no futebol, observamos as culturas asiática, árabe, africana, européia, anglo e latino-americana.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Parque do Ibirapuera ( Por José Aparecido )

E dando seqüencia as suas sugestões culturais, o José nos apresenta desta vez alguns parques e dentre eles um que se confunde até mesmo como sinônimo da cidade de São Paulo:






O público que visita o Ibirapuera pode aproveitar diversas atrações e atividades que estão dentro do parque, ás crianças podem se divertir e brincar, e os adultos têm varias opções de recreação e lazer para praticar.

A cidade de São Paulo abriga 32 parques municipais que funcionam como áreas de lazer e descanso para quem busca refúgio dentro da capital. Atualmente o mais freqüentado e completo de São Paulo é o Parque do Ibirapuera, que oferece playgrounds, quadras, ciclovia, pista de Cooper, bosque de leituras, viveiro, escola de jardinagem, museu, planetário, espaço para eventos, um lago com várias espécies de peixes e abriga mais de cem tipos de aves.

A cidade conta ainda com os parques do Carmo, Vila Lobos, Guarapiranga, Anhanguera, Santa Amélia, Chico Mendes, São Domingos, Jardim Felicidade, Cidade de Toronto, Chácara das Flores, Raul Seixas, Piqueri, Vila Guilherme, Vila dos Remédios, Luís Carlos Prestes, Raposo Tavares, Cemucam, dos Eucaliptos, Nabuco, Parque Lina e Paulo Raia, dentre vários.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Anarriê, tour, Balancê!!!

Este é mais um registro da nossa festa junina anual. Vale lembrar que ela está cada vez mais animada e a colaboração dos pacientes, cuidadores e funcionários é primordial para o sucesso da comemoração.

Veja nas imagens um pouco da alegria e da empolgação que tomou conta da Abdim durante uma semana de uma autentica festa na roça:






quarta-feira, 6 de julho de 2011

Conhecendo o Serviço Social ( Por Alex Alan )

Muitas vezes procuramos o auxílio do Serviço Social, mas desconhecemos a abrangência de atuação desta profissão; Este serviço é um importante setor no combate às desigualdades sociais, econômicas e culturais existentes entre nós.


Com o objetivo de melhor conhecer o trabalho do serviço social, o paciente Alex Alan realizou uma pequena, porém, esclarecedora entrevista com as assistentes sociais da Abdim Maria Helena Gomide e Thaís Monteiro:

_O que é serviço social?

O serviço social é uma profissão de curso superior, com duração de 4 anos, e cujo objetivo de intervenção são as expressões da questão social.

O assistente social é o profissional que habilitado para o exercício da profissão que privilegiando uma intervenção investigativa, através da pesquisa e análise da realidade social, atua na formulação, execução e avaliação de serviços, programas e políticas sociais, visando a prevenção, defesa e ampliação dos direitos humanos e justiça social.

_Como os assistentes sociais auxiliam os pacientes? E qual é o trabalho mais requisitado na Abdim?

Pautando-se numa ação investigativa o serviço social identifica o quanto as condições de alimentação, habitação, educação, renda, transporte, acesso ao serviços entre outros, podem interferir no cotidiano das famílias e o quanto podem determinar a adesão as condutas terapêuticas.

Como parte integrante da equipe interdisciplinar, o serviço social colabora na elucidação das situações de problemas apresentados, bem como propõe ações interventivas e educativas necessárias para o saneamento das questões, seja através de encaminhamento a recursos comunitários ou seja através de condutas a serem adotadas pela equipe e/ou no seio da própria família.

_Em quais setores da sociedade o serviços social pode atuar?

O assistente social pode atuar em instituições Públicas, Estaduais, Municipais.

Outros espaços profissionais são os setores privados (em empresas), as Organizações não governamentais (ONG’S), os Centros de saúde, abrigos, albergues.

_A evasão escolar é um problema que afeta muitas pessoas portadoras de deficiências físicas, e na Abdim não é diferente, seja por falta de transporte, estímulo (pessoal e/ou familiar), condições arquitetônicas da escola ou até a própria progressão da doença, no caso as distrofias musculares; O que sabemos é que lugar de crianças e jovens em idade escolar é na escola, como o serviço social vem enfrentando estas barreiras, porque as vezes as dificuldades não estão concentradas somente na escola e no transporte, mas na própria família?

Em se tratando de evasão escolar, o Serviço Social pauta sua ação na garantia dos direitos dos deficientes e das crianças e adolescentes no cumprimento das legislações vigentes, como por exemplo, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Quando nos deparados com questões subjetivas, no caso a falta de estímulo familiar ou do próprio deficiente, procuramos conscientizá-los da importância da vida escolar, do quão a educação é importante na formação de indivíduos autônomos e protagonistas de sua própria história. É um trabalho lento, pois dependemos primeiramente do “desejo” pelo estudo por parte do deficiente que uma vez engajados as demais barreiras tornam-se transponíveis.

_As associações são sempre muito importantes não só para os pacientes e seus familiares no prestígio dos serviços ofertados, no aperfeiçoamento profissional das equipes, como também na vivencia de um modo geral, pois a experiência de determinada pessoa pode servir de referência para outra. Como é para o serviço social direcionar, “ser luz no fim do túnel” para as famílias de portadores de distrofias que não freqüentam a Abdim e que procuram os serviços da mesma para orientação e tratamento, uma vez que existe um limite de vagas para a realização dos atendimentos?

Ser a luz no fim do túnel para famílias que não freqüentam a Abdim por falta de vagas é uma responsabilidade muito grande, pois além de termos poucos locais que oferecen atendimento a essa população, não temos como garantir a qualidade. O levantamento e atualização de recursos externos é uma constante do Serviço Social não só para o tratamento de pessoas que não freqüentam a abdim como também para a demanda interna em questões como, habitação, transporte adequado, trabalho, situações familiares, cursos, entre outros.


As assistentes sociais da Abdim Helena ( a esquerda ) Thaís e ao centro o Alex, nosso repórter.


Colaboração: Serviço Social